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Modelos de negócios: como adaptar o seu negócio ao “pós-pandemia”

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Modelos de negócios: como adaptar o seu negócio ao “pós-pandemia”

Muitas pessoas dizem que, depois da pandemia, nada será como antes. É verdade, mas muitas dessas mudanças já estavam ocorrendo antes e só foram aceleradas devido à necessidade de manter o distanciamento social e trocar os hábitos de consumo. 

Isso permitiu que muitos modelos de negócios virtuais se destacassem e, os que não estavam presentes no mundo virtual, sofressem pela falta de visibilidade. Isso é um reflexo do que vai acontecer nos próximos anos, já que os serviços de e-commerce e delivery estarão cada vez mais presentes em nossas vidas. 

Saiba como essas mudanças refletem no cenário do empreendedorismo brasileiros e como a pandemia do novo coronavírus acelerou algumas transformações, principalmente nos modelos de negócios. 

Cenário durante a pandemia

De acordo com o Ministério da Economia, 3,35 milhões de empresas foram abertas no Brasil em 2020 e 1,04 milhão foram fechadas. O número de empresas abertas no ano passado foi o maior desde 2010. 

Para se ter uma noção, em 2019 o número de empresas abertas foi de 3,17 milhões e de fechadas, 1,18 milhão. Com as novas empresas, o país fechou o ano de 2020 com 19,9 milhões de empresas abertas, das quais 11,2 eram microempreendedores individuais (MEIs), 56,6% do total. 

Empreendedorismo e modelos de negócios

Esses dados mostram que a abertura de empresas no Brasil ocorre, muitas vezes, devido a necessidade de geração de renda. Principalmente em momentos de crise, como a gerada pela pandemia do coronavírus, o brasileiro recorre ao empreendedorismo

O desemprego alto e as mudanças na forma de consumo levaram a criação de novos empreendimentos, principalmente focado em delivery e e-commerce. A opção pelo MEI ocorre porque esse modelo garante menos burocracia e recolhe menos impostos. 

Com isso, vemos uma manutenção do emprego com mudança na relação de trabalho. Ou seja, os empregos de CLT, com carteira assinada e benefícios estão se tornando cada vez mais raros e difíceis de conseguir, enquanto que as pessoas jurídicas estão crescendo. 

Hoje, muitas empresas, principalmente de médio porte, contratam seus funcionários através do regime PJ, no qual os colaboradores são MEIs e fecham um contrato de prestação de serviço com a empresa. Na maioria das vezes a relação de trabalho é a mesma, mas sem os benefícios e a garantia de estabilidade no serviço. 

modelos de negócios

Novos modelos de negócios pós-pandemia

A pandemia do novo coronavírus serviu para acelerar essas mudanças no mercado, que já estavam acontecendo antes disso. Os modelos de negócios tradicionais e os modelos verticais de gestão de empresas estão entrando em extinção. 

Aquela ideia de que o chefe manda e é responsável por todas as decisões, enquanto os funcionários são meros robôs que obedecem e não têm voz ativa está com os dias contatos. 

Os modelos de negócios digitais também estão ganhando destaque. Startups estão entre as maiores empresas do Brasil, revolucionando a forma que consumimos e interagimos. Quem consegue encontrar maneiras novas de realizar atividades rotineiras ganha espaço (e lucro) no mercado. 

Pode perceber que as maiores fintechs do país têm o foco na comodidade, oferecendo serviços que antes eram burocráticos, como contas bancárias (Nubank) e aluguel de imóveis (Quinto Andar), ou levando os serviços para o celular e tornando-os mais rápidos, como aluguel de filmes (Netflix) e pedir um táxi (Uber). 

Os negócios digitais são o futuro e para se aprofundar no tema, sugerimos o artigo Negócios digitais ou marketing digital? Entenda as diferenças, desafios e frustrações de cada um deles

Se você é um dos sobreviventes, ou quer abrir um novo negócio, precisa se adequar a essas mudanças, para ontem! Algumas coisas irão “voltar ao normal” depois que pudermos sair às ruas sem medo e sem perigo, mas a necessidade de comodidade, praticidade e o poder de comprar qualquer coisa a um clique de distância não vai sair dos consumidores. 

Por isso, as empresas que se adequarem aos novos modelos de negócios, tanto a forma de se apresentar para os clientes, quanto com o modo de contratação dos seus funcionários, terão mais chances de se destacar no mercado e sobreviver às outras mudanças que estão por vir. 

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